Comitiva Boi Soberano
QUEIMA DO ALHO NO SÍTIO DOS ANGICOS, TANABI-SP
08 de agosto de 2.008
Aos oito dias do mês de agosto do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de dois mil e oito, no Sítio dos Angicos, Bairro do Malhador, Córrego do Guamirim, município de Tanabi, ponto de pouso da Comitiva Boi Soberano, realizou-se uma "queima do alho" para recepcionar os integrantes do Clube “Os Independentes” de Barretos, João Paulo Martins e Dorival Gonçalves, coordenadores do concurso da "queima do alho" da Festa do Peão de Boiadeiro daquela cidade, bem como o jornalista Luiz Felipe Nunes e seus companheiros Daniel Tercino e Júnior Zago, da revista Culturando, editada pela Associação de Gestão Cultural do Interior Paulista Professor Gilberto Morgado (AGCIP), da cidade de Monte Alto-SP, com o objetivo de escrever uma reportagem sobre as comitivas de transporte de boiada, que foi publicada naquela revista, edição especial/agosto de 2008 (vide www.agcip.org.br). Estiveram presentes, além dos integrantes da comitiva, o Sr. Izaltino Gonçalves, autor da moda de viola “Boi Soberano”, e José Ribeiro, o tetracampeão em montaria de cavalo da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. Também compareceu o talentoso e prestigiado fotógrafo barretense Paulo Marques, o qual colheu imagens do encontro em fotos e vídeo. Durante o evento a Comitiva Boi Soberano prestou homenagem a João Paulo Martins e Dorival Gonçalves, presenteando cada um deles com um lenço de boiadeiro, pelos relevantes serviços que ambos têm prestado à frente do concurso gastronômico da queima do alho de Barretos. A atração musical ficou por conta do peão violeiro da comitiva, o “Neno Carreiro”, que cantou acompanhado de seu parceiro "Candieiro".
A "queima do alho" é o preparo da comida dos peões de boiadeiro das comitivas de transporte de boiada. Quando os boiadeiros se aproximavam do local onde a comida estava sendo preparada, sentiam o forte cheiro do alho sendo frito na panela e exclamavam: "o cozinheiro já está queimando o alho", isto é, está cozinhando. Daí surgiu a expressão que hoje dá nome ao famoso concurso de culinária que se realiza todo último sábado da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, no Ponto de Pouso. A comida é feita em pequenos fogões dobráveis, chamados trempes, que viajam sobre os cargueiros. Os pratos são: arroz de carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne e carne assada na chapa.
Aguinaldo José de Góes
Comissário
Foto: Giani Maira/Tanabi-SP
João Roberto de Oliveira e demais peões.
Foto: Giani Maira/Tanabi-SP
João Roberto de Oliveira, Gustavo Roberto de Oliveira, Ermano de Lima Gomes (com o filho Luís Fernando), Delviro José Medeiros e demais peões.
Foto: Giani Maira/Tanabi-SP
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Foto: Giani Maira/Tanabi-SP
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Foto: Paulo Marques/Barretos-SP

Da esquerda para a direita: cargueira "Londrina", José Rubens Maciel, Ílio Lopes, Aguinaldo José de Góes, Celso Luís Fiamenghi, Delviro José Medeiros, Gilberto Della Coleta, João Divino do Prado, Gustavo Roberto de Oliveira, Ermano de Lima Gomes (com o filho Luís Fernando), Aparecido Donizete Moreto, João Roberto de Oliveira, João Paulo da Silva, Aparecido Donizete Donaire, Roberto Cardozo dos Santos, Antônio Conerro Gonçalves Munhoz, Manoel Messias Pereira, Jorge Aparecido de Souza e o cargueiro "Mineiro".
Esta foto foi tema do cartaz da queima do alho da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos de 2.011, como se vê da foto seguinte.
Foto: Aguinaldo Góes/Tanabi-SP
